Maximizando sua motivação

Arnold e Ed CorneyTodos nós possuímos certas partes do corpo que são boas de treinar e respondem facilmente, e outras que temos que nos forçar a treinar e que respondem relutantemente. No meu caso, treinar bíceps sempre foi muito fácil, ao passo que nunca tive a mesma sensação prazerosa realizando movimentos de tríceps. Mas um fisiculturista com ambições de competição não pode deixar essa situação perdurar. Ele tem que se concentrar em transpor a mente para dentro do músculo e estabelecer o controle preciso de cada músculo de cada região corporal.

Mas só existe a quantidade de energia mental que podemos reunir por conta própria. Bons fisiculturistas têm que ser inteligentes, mas o treinamento não é um exercício intelectual. Os movimentos de treinamento são sensuais, e a motivação profunda que excita você e faz com que continue é emocional. Você não pode apenas sentar e sentir essas coisas mais do que pode sentir deliberadamente que está apaixonado. Em ambos os casos, alguma coisa fora de você tem que inspirá-lo.

Lembro-me de quando treinei com Ed Corney antes do Mister Olympia de 1975 e em um determinado dia eu simplesmente não conseguia concentrar-me no treinamento das costas. Ed percebeu isso e me disse: “Lembre-se, você vai competir contra Lou Ferrigno na África do Sul, e o grande dorsal dele é tão enorme que, se você ficar de pé atrás dele no palco, a platéia sequer conseguirá vê-lo!”

Não é preciso dizer que, quando comecei a pensar em competir contra Lou e em quão espetaculares eram suas costas, mal podia esperar para poder realizar flexão de braços na barra fixa, remada curvada e os demais exercícios para as costas. O alerta de Corney inspirou-me, deu-me uma energia que eu não poderia gerar totalmente sozinho.

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