A Jornada – Semana 16

SEDENTO

A Jornada

COMO VOCÊ DIFERE O SONHO DO SONHADOR?

“Venho tendo sempre esta mesma visão… Nela, tem um aquário – isso me acalma. Vejo algo muito pequeno boiando na água, e quando olho de perto, sou eu… Estou no topo das ondas. Há água além de onde se pode enxergar, e eu não posso beber. Nem uma gota. Sinto sal em minha boca. Sinto o gosto da cólera. Minha sede é tremenda e ela se enrosca em meu pescoço como uma corrente. O peso me puxa para baixo. Estou afundando… Eu luto, me esforço, chuto… Então de repente, eu sinto um frio familiar, a mão pesada de ferro. Eu me seguro e puxo a mim mesmo para fora disso tudo. Irmãos, este mundo é um vasto oceano, mas uma coisa permanece fixa, constante… Este ferro. Este chamado. Esta sede.”

“ESTOU GORDO?”

A Jornada

“Estou gordo?” Essa, irmãos, é a pergunta de um milhão de dólares. Todos nós estamos aqui, cara a cara com este momento, este dilema. Estou na encruzilhada…

Eu me viro para olhar para minha garota e penso no que vou dizer… Digo a ela a verdade? Minto? Evito perguntas? Minha mente está em branco. Merda parece que não passa uma semana sem que ela me pergunte a mesma coisa. Agora vejo de onde ela veio – como estou derramando gordura, sua insegurança está provavelmente vindo à tona. Esta é a vida com um fisiculturista. De qualquer forma vou para a opção três. O que tenho a perder? “Olhe no espelho,” digo a ela. “Os espelhos não mentem.” E ela sai do quarto esbravejando. É… Estou perdido. Vamos encarar isso, as pessoas têm relações engraçadas com os espelhos. Em provadores, em banheiros, em quartos, elas ficam estacionadas na frente do espelho como se estivessem em um drive-in. Estão encarando, conferindo cada centímetro de seus corpos. E essas mesmas pessoas julgam fisiculturistas de vaidosos. Merda de ironia. Enquanto fisiculturistas têm relações complicadas com espelhos, há uma razão para estarmos olhando. O espelho é uma ferramenta. O espelho é minha pior crítica. Ele não me enrola, não puxa meu saco, ou massageia meu ego. Ele mostra como é. Ele é implacável. Faltam apenas duas semanas… Estou tão perto, que posso sentir. Eu olho no espelho. Estou prestes a lhe fazer uma pergunta…

“DE PERNAS PRO AR.”

A Jornada

Como você se mantém na liderança do campeonato? Como você se mantém à frente da curva, evita com que as ondas batam em sua cabeça? Não é fácil, irmãos, não é fácil… Duas semanas fora e eu estou empobrecido e dolorido. Minha cabeça está confusa, meu corpo está fraco, e meus membros desgastados. A dieta e o cardio estão me custando tudo isso. Em tempo s como este, Eu cavo profundamente – Tenho de explorar minhas reservas, ainda resta algo de combustível no fundo do tanque. Em tempos como este, e todos temos de encarar “você deve manter os pés no chão.” Não aceite nada de ninguém. Nada de distrações. Nada de reclamações. Nada de desculpas. Vou derrubar este desgraçado, antes que eu voe estrada a fora, desafundando todo o barulho e as porcarias insensíveis, acelerando rumo ao meu destino. Aumente a música, feche as janelas. É tempo de pisar nos metais. Sim, para destacar as pernas, você precisa estar com os pés no chão.

“DIA APÓS DIA…”

A Jornada

Hora após hora, minuto após minuto, segundo após segundo… O tempo passa, mas estou preso. É como se estivesse correndo sem parar em uma esteira, indo a lugar nenhum. É como se estivesse flutuando no oceano, dando braçadas sem sucesso… Seguro meu fôlego, esperando que algo aconteça. É aí que acordo… É, é tudo um sonho. Em meus sonhos recorrentes, há muita água – água por toda parte. Talvez seja porque estou mantendo meu sódio alto. Talvez seja porque estou bebendo muita água, aumentei a quantidade por conta desta seca inevitável… Droga, esta ferida, esta sede ardente, não é algo que vivo esperando. Quem sabe? De qualquer forma, quando estou acordado, não tenho tempo para ficar na água. Apenas tenho que me manter perdendo-a. Preciso manter as repetições no meu máximo, uma atrás da outra. Cada uma é um passo que leva mais perto… E eu estou tão perto agora.

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